Conheça termos característicos do Nordeste do País:
Mangar = zombar de alguém
Aperreado = angustiado, estressado
Ó xente = interjeição que demonstra espanto, descontentamento, curiosidade
Pitoco = botão
Bigu = carona
Bizu = dica de vestibular
Vôte = vou te esconjurar, cou te amaldiçoar
Ixi Maria = Interjeição de espanto, contraindo o termo: Virgem Maria
Jerimum = Abóbora
Macaxeira = Mandioca, Aipim
Canjica = Cural de milho
Laranja-cravo = Mexerica
A dança do ventre é uma dança praticada originalmente em diversas regiões do Oriente Médio e Ásia Meridional. De origem primitiva e nebulosa, datada entre 7000 e 5000 a.C[1], seus movimentos aliados a música e sinuosidade semelhente a uma serpente, foram registrados no Antigo Egito, Babilônia, Mesopotâmia, Índia, Pérsia e Grécia, e tinham como objetivo preparar a mulher, através ritos religiosos dedicados a deusas, para se tornarem mães.
Folia de Reis é um festejo de origem portuguêsa ligado às comemorações do culto católico do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas regiões do país.
Na tradição católica, a passagem bíblica em que Jesus foi visitado por reis magos, converteu-se na tradicional visitação feita pelos três “Reis Magos”, denominados Melchior, Baltazar e Gaspar, os quais passaram a ser referenciados como santos a partir do século VIII.
Fixado o nascimento de Jesus Cristo a 25 de dezembro, adotou-se a data da visitação dos Reis Magos como sendo o dia 6 de janeiro que, em alguns países de origem latina, especialmente aqueles cuja cultura tem origem espanhola, passou a ser a mais importante data comemorativa católica, mais importante, inclusive, que o próprio Natal. No estado do Rio de Janeiro, os grupos realizam folias até o dia 20 de Janeiro, dia de São Sebastião e padroeiro do Estado.
Na cultura tradicional brasileira, os festejos de Natal eram comemorados por grupos que visitavam as casas tocando músicas alegres em louvor aos “Santos Reis” e ao nascimento de Cristo; essas manifestações festivas estendiam-se até a data consagrada aos Reis Magos. Trata-se de uma tradição originária de Portugal que ganhou força especialmente no século XIX e mantem-se viva em muitas regiões do país, sobretudo nas pequenas cidades dos estados de São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Rio de Janeiro, dentre outros.
Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é organizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.
No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da acordeon, também conhecida em certas regiões como sanfona, gaita ou pé-de-bode.
Além dos músicos instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas segundo as lendas e tradições locais. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem com reverência os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural.
As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção daquelas tocadas nas tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde acontecem animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas que são oferecidas aos foliões
O Ganges , também conhecido como rio Benares, é um rio do norte da Índia e do Bangladesh cujo comprimento varia, segundo as fontes, de 2 500 km a 3 000 km. Sua bacia hidrográfica cobre 907 000 km² e seu delta comum com o do rio Bramaputra 110 000 km². O Ganges faz parte dos sete rios sagrados que descem da cordilheira dos Himalaias, o qual é ainda uns dos três principais rios: Indo, Ganges (Benares) e Bramaputra.
Na Índia a tradição de se banhar no rio Ganges, considerado sagrado, é cumprida apesar da crescente poluição do rio. De seis em seis anos milhões de hindus banham-se no rio para se limpar dos pecados e terem uma vida melhor na próxima reencarnação.
Nos últimos anos o rio Ganges têm recebido descargas industriais de esgotos, pesticidas e cadáveres.
“A CRENÇA NÃO SE RELACIONA DIRETAMENTE COM RELIGIÃO, POIS VOCÊ PODE ACREDITAR EM ALGO, COLOCAR FORÇA NA MENTE PARA BUSCAR O QUE QUER, OU PARA SEGUIR O QUE ACHA CERTO SEM ENVOLVER-SE COM RELIGIÃO.”
A primeira definição encontrada de Macumba em qualquer dicionario é: antigo instrumento musical de percução, especie de reco-reco, de origem africana. e Macumbeiro é o tocador desse instrumento.
O conceito da macumba é tão presente na culura popular brasileira, que são comuns expressões, como “xô macumba” e “chuta que é macumba” em nosso vocabulario para demonstrarmos rejeição a má sorte. As superstições nesse sentido são tão grandes, que até mesmo para a Copa do Mundo foram criados sites para espantar o azar e más fluidos. São também muito comuns os amuletos que vão desde adereços até objetos que remetem aos utilizados nos cultos religiosos.
Macumba também pode ser a designação genérica dos cultos sincréticos (reunião artificial de ideias ou de teses de origens disparatadas, busca dicionário aurélio) afro-brasileiros derivados de práticas religiosas e divindades de povos bantos, influenciadas pelo candomblé e com elementos ameríndios, africanos, do catolicismo, do espiritualismo, do ocultismo, e etc.
Ainda que a macumba seja confundida com o candomblé e a umbanda, os praticantes e seguidores dessas religiões recusam o uso da palavra para referencia-las.
Outros significados para o termo macumba são:
Macumba, na acepção popular do vocábulo, é mais ligada ao emprego do ebó, feitiço, “despacho”, coisa-feita, mironga, mandinga, muamba, mais reunião de bruxaria que ato religioso como candomblé.
Palavra usada no sentido pejorativo (desagradável) para se referir ao candomblé ou à umbanda;
Uza-se mais comumente macumba que candomblé, no Rio de Janeiro, e mais candomblé do que macumba, na Bahia.
Palavra usada para definir a mistura de umbanda, kimbanda, vodu, candomblé, feitiçaria e bruxaria
Palavra utilizada para se referir aos despachos depositados em encruzilhadas.
Câmara Cascudo: “no inicio dos anos de 1900 os cultos de origens africanas no Rio de Janeiro chamavam-se, coletivamente, candomblés, como na Bahia, reconhecendo-se duas seções principais: alufás dos cultos muçulmanos (malês) e os orixás dos cultos nagôs trazidos pelos escravos. Mais tarde o termo genérico ‘macumba’, foi substituído por Umbanda. Meio século após a publicação de ‘As Religiões do Rio’, estão inteiramente perdidas as tradições malês e em geral os cultos, abertos a todas as influências, se dividem em terreiros (cultos nagôs), centros e tendas.
No livro de 1904 “João do Rio” (Paulo Barreto) escreveu em seu livro (As Religiões no Rio”): “Vivemos na dependência do feitiço, dessa caterva de negros e negras de babaloxás e yauô, somos nós que lhes asseguramos a existência, com o carinho de um negociante por uma amante atriz. O feitiço é o nosso vício,mas o nosso gozo, a degeneração. Exige, damos-lhe; explora, deixamo-nos explorar e, seja ele maitre-chanteur, assassino, larápio, fica sempre impune e forte pela vida que lhe empresta o nosso dinheiro.” Macumba era definida como: toda e qualquer manifestação mediúnica de curandeiros, pais de santo, feiticeiros, charlatões, e todos aqueles que se dispunham a intervir junto às forças invisíveis do além apenas em troca de dinheiro e poder..
Para Prandi em 1991 “E a macumba carioca, portanto, pode bem ter se organizado como culto religioso na virada do século, como aconteceu também na Bahia. Não vejo, pois, razão para pensá-la como simples resultante de um processo de degradação desse candomblé visto no Rio no fim do século por João do Rio, essa macumba sempre descrita como feitiçaria, isto é, prática de manipulação religiosa por indivíduos isoladamente, numa total ausência de comunidades de culto organizadas.
Breve histórico:
Tudo começou com os Africanos, que adoravam a Deus e tinham um modo de chegar ao seu Criador. As forças da natureza eram seus maiores símbolos. Sofreram nos navios negreiros. Para quem os compravam, não passavam de “animais de carga”, muitos não chegavam a nossa Terra, morriam pelo caminho. Não tinham direitos como pessoas. Chegando aqui iam para as senzalas para serem vendidos aos senhores, tinham que fazer trabalhos pesados, e sem direito algum. Viviam para enriquecer seus Senhores e tinham um sonho de serem livres e voltarem para sua terra. Não podiam praticar sua religião, seus lamentos e cantos, juntavam-se na senzala para pedir ajuda aos seus Deuses, mas tudo era feito em segredo. No Brasil, a única religião permitida e aceita era o Catolicismo. Como então falar em Zambi (Deus), Oxalá (Jesus Cristo) e todos os Orixás, ou divindades da natureza? Os padres Jesuítas com ordens dos Senhores passavam as suas doutrinas, como o único caminho para a Salvação, uniram o que cantavam com sua fé, e aos poucos foram recebendo as imagens dos Santos ou Mártires da Igreja. A esta associação, deu-se o nome de “Sincretismo Religioso”, e nasceu no Brasil a religião Umbanda, com muitos preceitos e fundamentos da Nação.
Há dois tipos de Umbanda: as que tiveram origem nos morros, chamadas de Macumbas, culto dos escravos negros, nas senzalas (Culto Omolocô);
E a do asfalto ou centro da cidade, chamada de Umbanda (Branca), q surgiu em 1908 , Caboclo das sete encruzilhadas e baseada na doutrina espírita de Allan Kardec. A macumba é um fato cultural, especifico e originário de tribos da África, culto dos antepassados, é o culto dos heróis da história e da revolta, os caboclos, e os pretos velhos, mineiros, boiadeiros e os exus, os mensageiros, elementos essenciais da macumba. Assim sendo, a Macumba ou Culto Omoloco, sempre conservou os rituais e tradições dos negros escravizados, somados a elementos indígenas e católicos. Seu culto tem como dogma os ritos do passado, os quais se desenvolviam sob barracões de sapé e chão de terra batida.
Já a Umbanda, agrega elementos de origem variada que, constitui-se numa religião com diversos elementos de miscigenação (africanos, indígenas, católicos, espíritas e ocultistas). Teve sua maior expressão no Rio de Janeiro, de onde se irradiou para os Estados de Minas Gerais e São Paulo. Certamente, cada prática de culto afro-brasileiro tem como base ritos e crenças difundidas desde o que já era comumente praticado em solo Africano. Ambos cultuam um Deus Supremo, Criador e divindades, os orixás q representam a natureza _ mar, rio, terra, fogo, vento, plantas. No culto Omoloco, os Deuses são a personificação da Natureza e manifestam-se através de vibrações, uma vez que são os espíritos da Natureza Elementar cuja densidade repousa no infinito. Paralelamente, cultuam-se os espíritos dos antepassados, almas ancestrais das quais descendemos, heróis da nossa nação_ boiadeiros, marinheiros, preto-velhos, crianças etc. Entenda a diferença entre Candomblé (Nações Nagô, Ketu, Angola etc.) e Umbanda _ onde Omoloco uniu rituais dos dois. De uma forma básica, no Candomblé não existem “incorporações” de espíritos, pois os orixás, de quem sentem força e vibrações, são energias puras da natureza, que não passaram pela vida, ou seja, não são “entidades”, mas elementos puros da natureza, criados por Olorún. Na Umbanda não existe incorporação de Orixás e sim os falangeiros dos Orixás que são entidades evoluídas espiritualmente que vêem trabalhar nas giras de Umbanda. Orixá somente se manifesta em Candomblé e no Omoloco
Não deve ser fácil, para uma mulher ocidental, viver num país cheio de crenças, superstições e rituais, onde ela, por exemplo, só pode pronunciar o nome do marido no dia do casamento e, jamais, poderá chamar sua sogra pelo nome.
Uma moça (ou menina) não pode escolher seu pretendente, pois o compromisso da união é com a casta a que pertence e não com seus sentimentos. E, para protegê-la contra a esperteza do coração, nada melhor que lhe providenciar um casamento, o quanto mais jovem possível. Por isso vemos tantas crianças viúvas, sofrendo o martírio do afastamento social.
Normalmente, a esposa vai morar na casa do marido, junto com os sogros e toda a família, servindo aos caprichos da sogra. Deve deixar suas roupas usadas para trás, levando apenas as novas. Essa é uma forma de não ficar apegada à vida anterior e levar sorte para a nova. O mais engraçado, nessa superstição, é que o marido não abre mão de coisa alguma. Trocando em miúdos: a mulher precisa se livrar do apego, mas o homem “never”. Isso que é democracia!!!
A esposa ainda deve usar o mangala (um colar que representa o compromisso de união, fidelidade, lealdade e boa sorte), assim como é um meio de mostrar que está casada. O mangala deve corresponder às nossas alianças, que pulam de uma mão para a outra.
E por falar em aliança (objeto que nunca usei), há uma razão, para mudar de uma mão para a outra. Vejamos (saindo um pouco da Índia):
1- noivos usam aliança na mão direita;
2- casados usam aliança na mão esquerda;
Como é perigoso o uso de aliança em certos tipos de trabalho, ela fica menos tempo na mão direita, passando, após o casamento, para a esquerda, uma vez que a grande maioria das pessoas é destra. Os sinistros são em número bem menor. Penso que, em razão da longevidade dos namoros e brevidade dos casamentos, essa norma deverá mudar logo…risos.
A situação da viúva é uma aberração, pois o “bendito” Código de Manu mais parece um instrumento de flagelo em sua vida. As leis embutidas em tal código dizem que, para honrar a memória do marido, uma viúva “decente” e exemplo moral para toda a família, jamais poderá conhecer o suor de outro corpo. Tem que definhar sozinha, honrando a memória do “digníssimo”, mesmo que esse tenha sido um carrasco em vida. Ela deve ser a personificação do bom exemplo, que é ser uma esposa ideal e devotada.
Mais terrível era a prática do Sati (Sutee), costume antigo, que obrigava a viúva a ser queimada na pira, junto com o corpo do marido. Esse costume teve início durante as invasões islâmicas, quando as viúvas eram queimadas com o esposo, para não se servirem ao invasor. Mas, depois, tal absurdeza passou a ser normal na vida da mulher hindu.
Mesmo que a Constituição indiana nada reze sobre a proibição de uma viúva casar-se de novo, o costume continua. A prática do Sati foi rigorosamente proibida, mas algumas mulheres, principalmente nas aldeias, ainda fogem da lei e a praticam (Eu gosto!).
Segundo certos historiadores, a prática do Sati possui algumas hipóteses:
o fato de o homem querer se proteger contra a mulher, com medo de ser assassinado, principalmente via envenenamento, numa sociedade onde a escolha do companheiro é feita pelos pais, ou seja, imposta, muitas vezes com uma cruel desproporção de idade (velho + criança);
o desinteresse da família do falecido em manter a viúva, que é vista como um peso morto para essa (ainda que ficando com todos os bens do filho morto).
Grande parte das viúvas, ainda nos dias de hoje, perde o seu prestígio dentro da sociedade hindu, passando por toda sorte de dificuldades. Ou elas ficam na casa da sogra como trastes velhos, ou na “casa das viúvas”, vivendo do que mendigam às margens do Rio Ganges. Devem usar o sari de cor branca, cuja cor só é notada, quando a viúva goza de uma boa posição (normalmente nas classes altas) junto à família, pois as esmolambadas viúvas do Ganges parecem vestir a cor cinza encardida.
Embora a atual presidenta da Índia, Prathiba Patil, seja uma viúva, as superstições, contra essas, continuam arraigadas, como dantes. A ignorância paira acima da lei.
Na Índia, existem bem mais meninos que meninas, fato raro, em quase todo o mundo. E a resposta, para quem quiser saber o porquê, está no fetocídio (retirada ou expulsão do feto, por “livre” vontade), apesar de proibido por lei (já sabemos que as leis na Índia são tão obedecidas, quanto as que vigoram no trânsito).
As famílias continuam prestigiando o nascimento do sexo masculino. Sendo uma tristeza para a linhagem o fato de ganhar só meninas (sem falar no tormento causado pela sogra).