Crenças

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Qual é o seu talismã?

Publicado 25/05/2009 por javiju2

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Os talismãs, amuletos e fetiches são objetos destinados a atrair a sorte, ou afastar o azar. Poucas são as pessoas  que, alguma vez na vida não recorreram a um expediente desse tipo. Algumas colocam mascotes em seus carros, usam braceletes, anéis, correntes, colares, papéis com palavras escritas na bolsa ou carteira (os colares guias da umbanda e candomblé, os braceletes católicos), chaveiros com patas de coelho, folha de trevo de quatro folhas em livros, etc.

Costuma-se fazer uma distinção entre amuleto e Talismã. O amuleto é genérico e contra o mal em geral, já o Talismã é especifico para uma determinada proteção, um instrumento de precisão. De qualquer forma, em todas as partes do mundo, acredita-se de alguma forma nas virtudes benéficas desses fetiches.

De todas as civilizações da Antiguidade, o Egito foi talvez o lugar onde maior atenção foi dada aos talismãs e amuletos. Dois de seus principais símbolos talismânicos – O escaravelho e a cruz ansata (ansada) – são, ainda hoje, usados no ocidente. O escaravelho representa o Sol, fonte da vida, e a cruz de ansata representa a própria vida.

Os primeiros talismãs foram representações de animais incômodos ou perigosos: o rato, o lobo, serpente, etc. Tratava-se aí da aplicação da mais antiga de todas as formas de magia, a “magia imitativa”, que atua segundo os princípios das semelhanças e das analogias.

QUAL É O SEU?

Mito da sexta-feira 13

Publicado 21/05/2009 por coliedantas

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De onde surgiu o mito que Sexta-Feira 13 é amaldiçoada?

Sexta-feira, 13 de outubro de 1307. Um dia fatal para os Templários, e lembrado superticiosamente ainda nos nossos dias como a azarenta “sexta-feira 13”. Ao fim da tarde, agentes do rei Felipe IV atacaram, num assalto fulminante, acusaram e prenderam Templários por toda a França. A data tinha sido escolhida pela coincidência da visita à França de vários líderes Templários, incluindo o próprio Grão-Mestre Jacques de Molay.

Juridicamente, estas prisões eram ilegais. Os Templários respondiam unicamente ao Papa. Mas o atual Papa, Clemente V, devolveu esta condição para Felipe IV (o Belo). O rei francês que transferiu o assento papal de Roma para Avignon na França pediu essa cedência. Felipe também esteve por trás da morte suspeita do precedente Papa, deixando assim o assento livre à Clemente.

Como publicamente retratou sua confissão, Jacques de Molay, o último de 22 Grãos-Mestres da Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, foi queimado vivo em Paris. E enquanto expirava, amaldiçoou o rei francês e o Papa. Disse que no prazo de um ano seriam chamados a prestar contas pela perseguição aos Templários. Apenas um Mês depois, o Papa Clemente V faleceu, aparentemente de causas naturais. Em 29 de novembro do mesmo ano, Felipe IV morreu também num acidente a cavalo enquanto caçava.

Por que tudo isso contra os Templários? O que eles fizeram?

Nos julgamentos eles eram acusados de heresia – de participar de práticas obscenas, cuspindo na imagem de Cristo e adorando ídolos (especialmente uma cabaça de bode chamada Baphomet). Eram acusados de bruxaria. Foram ainda acusados de homossexualidade

Crenças ao Redor do Mundo

Publicado 21/05/2009 por carolinafaustino

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ESPIRITUALISMO

Espiritualistas acreditam que cada ser neste Universo é conectado de alguma maneira à um centro poderoso fora desta planeta. Eles acreditam que parte de nós vive depois a morte e que nós nos conseguimos nos comunicar com pessoas que já morreram através de um médium. Os Espiritualistas recebem mensagens de pessoas mortas ou do passado e passam para os membros da congregação. Eles também curam pessoas, muitas pessoas colocando suas mãos sobre o paciente.

CRISTIANISMO

Cristões acreditam que Jesus Cristo foi filho de Deus. Ele nasceu em Belém na Judéia e começo seu ensinamento depois de seu batismo no Rio Jordão. Ele viajou com doze discípulos, ou seguidores and fizeram muitos milagres, inclusive curam pessoas. Por fim, Jesus foi crucificado, colocaram ele em uma cruz por pessoas que tinham medo de seus poderes e do poder de seus seguidores. Depois de três dias que Jesus morreu, dizem que ele se levantou de seu túmulo e apareceu para seus seguidores e subiu para o céu. Muitas das histórias sobre Jesus Cristo e Deus podem ser achadas na Bíblia.

BUDISMO

Acreditam na verdade e em apenas um jeito de viver. Eles dizem que a causa de todos os problemas da vida é o sofrimento, que é causado pelo materialismo – o desejo de obter seus prórpios objetos. O Budismo te ensina a perder o desejo de possuir seus próprios objetos, a desapegar aos bens materiais. Para evitar o sofrimento causado pelo materialismo, os budistas seguem oito leis. Essas leis são: Entendimento, Pensamento, Fala, Ação, Subsistência, Vontade, Consciência e Concentração.

JUDAISMO

A maioria de seus ensinamentos são baseados em Torah, que é um livro sobre verdades da vida eterna. Eles acreditam que no começo Deus criou o mundo e previram que um messias iria voltar para restabelecer e salvar a humanidade. A parte mais importante dessa religião é a família, e acreditam que a vida é sagrada. Mulheres e homens rezam separadamente ou do outro e as mulheres cuidam das crianças e fazem com que sua casa permaneça como a religião manda.

ISLAMISMO

A religião dos muçulmanos é baseado na ligação dos seres com Allah, nome árabe de um Deus na Arábia. Allah escolheu um profeta chamado Mohammed para liderar a religião do Islamismo. Seus ensinamentos são bastante conhecidos. Mohammed era uma pessoa muito bem sucedida na vida até que ele tornou sua vida para a meditação e reza. Durante a sua peregrinação o Arcanjo Jibriel, também conhecido por Gabriel, vititou Mohammed e passou mensagens divinas, que ele escreveu em um livro chamado Kora.

KABBALAH

Kaballah é uma filosofia de vida e é baseada no lado místico dos judaicos. A idéia é que as pessoas expressem o amor divino cada dia de suas vidas. Algumas pessoas pensaram que esses ensinamentos foram revelados para Adam, enquanto outros acreditaram que esses ensinamentos foram secretamente ditos por Moisés no Monte Sinai quando ele recebeu Torah e os dez mandamentos.

HINDUISMO

Uma das religiões mais antigas do mundo é o Hinduismo. Eles acreditam que nós temos muitas vidas diferentes, e que nós aprendemos lições espirituais através da nossa experiência na terra. Acreditam em karma, que é um sistema que cada ação feita aqui na terra será refletida de alguma forma no nosso futuro. A pessoa comete um ato bom ou ruim, não parece ter resultado imediatamente no presente, mas no futuro seus atos irão refletir em coisas boas ou ruins.

TAOISMO

No coração dos chineses está o balanço entre o Yin e Yang, as forças positivas e negativas da criação. Eles procuram sentir a paz e a calma, independente do que está acontecendo em suas vidas. O livro do I CHING explica como tudo está ligado no mundo.

ZOROASTRIANISMO

Os seguidores do profeta Zoroaster são conhecidos como os fundadores dessa religião. Eles fugiram da perseguição pelos muçulmanos para a Índia. Eles acreditam que o mais importante é tomar responsabilidade pelos nossos atos. Dizem que depois que morremos, nossa consciência será lavada para a ponte da justiça. De lá, nós somos mandados para o paraíso ou para a casa da mentira.

KWANZA

É uma religião africana e é baseada em sete leis que ensinam como viver na comunidade com suas famílias e amigos, como trabalhar, criatividade e fé em Deus. Nas tradições da África, Deus é visto como o pai e a mãe do Universo. As pessoas acreditam que Deus está em tudo, por isso os africanos tem grande interesse na natureza.

Crença & Intolerância

Publicado 21/05/2009 por erikabitencourte

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Olá galera!

Hoje vou comentar um pouco sobre o tema crenças e intolerâncias, assunto polêmico e que desperta curiosidades pelos atos praticados por essas pessoas.

A necessidade de crença não foi provocada pelas religiões, uma das mais constantes características gerais das crenças é a sua intolerância. As divindades não fazem mais do que fornecer um objecto ao nosso desejo de crer. Os homens dominados por uma certeza não podem tolerar aqueles que não a aceitam.

É mais uma forma de interpretar e viver a doutrina. É a atitude daquele que confere caráter absoluto ao seu ponto de vista. Sendo assim, imediatamente surge um problema de graves conseqüências: quem se sente portador de uma verdade absoluta não pode tolerar outra verdade e seu destino é a intolerância. E a intolerância gera o desprezo , a agressividade , a guerra contra o erro a ser combatido e exterminado.

Em uma breve pesquisa podemos citar exemplos de realidades de pessoas que creem no que pra nós é intolerante:

Na epóca da inquisição a Igreja Católica combateu, criminalmente, tudo o que se opunha a sua doutrina as mulheres, principal foco, eram taxadas como bruxas, cultuadoras do satanismo e forças ocultas, magias negras, por simplesmente ler um livro dito proibido pela igreja. Como orgão controlador absoluto impunha suas regras e leis, aonde até os reis curvavam-se diante do medo.

O mesmo aconteceu durante o Holocausto, aonde os nazistas de Hilter exterminaram milhões de judeus e não catolicos e aqueles que não se enquadravam na dita “raça pura”. A igreja catolica se manteve calada e encheu seus cofres com o ouro retirado dos judeus.

No dias atuais ainda usa-se como falsa idolatria homens bombas que em nome de Deus destróem e desvastam seus semelhantes.

Jesus, Maomé, Shyva, Moisés, Budda, todos os profetas que pisaram na Terra não deixaram incultos nos seres humanos a discordia e a intolerancia, mais sim semearam o respeito de um para com os outros, e para a natureza e bem do mundo.

” Ame ao próximo , como a ti mesmo”.

Você sabe se colocar no lugar do Próximo? Comenta ai!

Religiões e Crenças

Publicado 21/05/2009 por emilenefernanda

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Criação do Homem: obra renascentista do pintor Michelangelo

Desde os primórdios, os homens acreditavam que os fenômenos naturais, como por exemplo, as trevas, o calor, o frio, a vida e a morte, eram controlados por deuses e espíritos.

Segundo suas crenças, esses espíritos eram capazes de habitar as rochas, as árvores ou os rios, sendo que cada um deles possuía uma função diferente do outro. Os crédulos acreditavam receber sua benevolência por meio de oferendas, como: canções, danças, sacrifícios e magia.

Ao analisarmos a história das civilizações antigas, como as do Egito, China, Grécia e Roma, percebemos que estas eram politeístas, ou seja, possuíam vários deuses, que, em sua grande maioria, eram temidos por seus adoradores, que sempre se esforçavam para não os ofender ou irritar.

Sacerdotes, especialmente treinados para interpretar a vontade divina, ensinavam ao povo como viver conforme a vontade dos deuses e também como homenageá-los. Esta atividade permitia que os sacerdotes obtivessem um grande poder.

Grande parte das religiões acredita numa existência após a morte, onde os bons são recompensados e os maus punidos. Este é o motivo que fazia com que os egípcios embalsamassem os corpos dos faraós.

Já nos funerais do homem primitivo, assim como os de chefes de tribos escandinavas, existia a demonstração de crença numa outra existência.

A idéia de uma força superior às demais, como o deus Sol, a deusa Lua, Zeus ou Odin, formou uma fé comum a muitos povos; contudo, foram os hebreus (e depois os judeus) que introduziram a crença num único Ser Supremo (Jeová), cria­dor de todo o Universo.

Posteriormente surgiu o Cristianismo, onde a partir dos ensinamentos de Jesus Cristo, Filho de Deus, conforme se encontra escrito no Novo Testamento, o homem conhece o evangelho. A religião cristã baseia-se no amor ao próximo.

As religiões orientais são em grande parte bem antigas e seguidas por inúmeros povos, entretanto, uma mesma religião toma rumos diferentes de acordo com o país e costumes de seus fiéis.

Voce sabia?

- Comemoramos em  7 de janeiro o Dia da Liberdade de Culto. Em 21 de janeiro comemora-se o Dia Mundial da Religião.

Fonte: www.suapesquisa.com

A origem das crenças

Publicado 21/05/2009 por emilenefernanda

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A origem das crenças

Superstições são formas de tentar controlar um medo ou uma ansiedade.
Por Crislaine Coscarelli

Toda a superstição nasce de um medo ou de uma ansiedade. É para tentar afugentar ou ao menos controlar esses sentimentos que as pessoas se apegam a talismãs ou a rituais. “É uma forma de tentar controlar o acaso e se proteger”, afirma a psicóloga e professora universitária Lamara Bassoli.

A psicóloga vê com certa naturalidade o fato de um indivíduo ter um ou mais hábitos que possam ser considerados superstições, já que a maioria delas está atualmente totalmente incorporada à nossa cultura e ao nosso cotiadiano. O problema, no entanto, está no grau com que esses costumes se manifestam. “Qualquer crendice tem sempre uma relação com algo mágico e isso é um comportamento infantilizado. Por isso, não é considerado saudável alguém que tenha acesso à cultura e continua à mercê de crendices”. De acordo com Lamara, as pessoas que têm esse tipo de comportamento são facilmente manipuláveis e isso, em um grau muito elevado e em um número maior de pessoas, pode comprometer e gerar até mesmo uma patologia social. “Muitos políticos podem se aproveitar dessa `ingenuidade coletiva´ para ludibriar uma maioria”, destaca a especialista.

Também na economia as crendices têm o seu grande espaço de manipulação. “É possível controlar toda a movimentação da bolsa de valores, por exemplo, com base apenas em boatos e até mesmo em superstições relacionadas a datas e outros números”, lembra Lamara.

Mesmo assim, Lamara afirma que as mitologias são essenciais para o dia-a-dia de uma sociedade. Como podemos então separar o que é mitologia das crendices? Segundo a psicóloga, as mitologias têm sempre uma base lógica, são uma forma de se explicar alguma dúvida da humanidade. Exemplos de mitologias são as religiões, a teoria do “big bang” e a própria psicanálise.

“Para vencer uma superstição é necessário sempre usar o raciocínio”, afirma o escritor e estudioso do assunto, Orson Peter Carrara. Ele afirma que existe a possibilidade de a pessoa criar com o seu pensamento uma auto-sugestão de que algo de ruim irá acontecer com ele em uma sexta-feira 13, por exemplo. “A pessoa tem isso tão fixo na mente que pode acabar, por conta do próprio medo, se colocando mesmo em uma situação real de risco”, diz.

Origem de alguns costumes

O jornalista e “curioso profissional”, como se auto-denomina, Marcelo Duarte, também tem publicado um amplo trabalho de pesquisa relacionado ao tema em sua série de livros “O Guia dos Curiosos”. Ele se diz surpreso com o volume de crenças e superstições encontradas que estão muito vivas nos dias atuais. “Tudo isso tem uma carga psicológica muito grande. Algum dia alguma pessoa fez algo que deu certo e ela começa a atribuir isso à sorte. É o técnico de futebol que usa sempre a mesma camisa em jogos decisivos, é aquela pessoa que sempre usa a mesma caneta para fazer uma prova ou ainda aquele outro cidadão que sai com uma mesma medalhinha que lhe serve de talismã na hora de viajar.  Essa pessoa passa a atribuir ao amuleto a certeza de que aquilo está funcionando e isso funciona psicologicamente muito bem”, destaca o jornalista.

Entre as histórias mais curiosas, Duarte destaca duas relacionadas ao matrimônio. Uma delas conta que na antiga Roma os recém-casados jogavam gotinhas de mel na soleira da porta do quarto onde passariam a primeira noite juntos, essa seria a origem da palavra lua-de-mel. O ritual seria uma forma de atrais boa sorte ao novo casal.

Outra é a tradição de jogar arroz nos noivos. Ela teria começado na China há 2.000 anos. “Arroz, na cultura chinesa, significa fartura, por isso, se o casal se casa com uma chuva de arroz, ele nunca vai passar necessidade. Isso nasceu de um chinês muito rico na época que resolveu fazer o casamento da filha debaixo de uma chuva de arroz e as pessoas passaram a fazer igual”, afirma o jornalista.

Religião

O fato de a maioria das crendices estar ligada à fé  faz com que as religiões condenem rituais e talismãs. “O dito popular diz que se não faz bem, mal não traz. Mas nós da Igreja Luterana afirmamos que essas crendices fazem mal sim. Elas são uma forma de desvio da fé”, afirma o pastor e professor do curso de teologia da Ulbra (Universidade Luterana Brasileira), Paulo Moisés Nerbas.

O pastor até acredita ser possível que os medos em torno da sexta-feira 13 tenham mesmo nascido do fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira depois de participar da Santa Ceia que tinha 13 pessoas à mesa, mas lembra que isso não deveria ser visto apenas pelo lado ruim. “Mesmo com todo o sofrimento de Jesus as pessoas deveriam se ater ao lado bom de tudo o que ele passou que foi a conquista do perdão para todos nós”, diz Nerbas.

Fonte: www.universia.com.br

As Crendices

Publicado 21/05/2009 por emilenefernanda

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As crendices

Tradicionalmente existe todo um universo de crenças, que permanentemente ameaçam as pessoas, uma das mais temidas é a do “mau-olhado” que leva a toda uma série de sintomas e malefícios. A “doença” típica provocada pelo mesmo é o “quebranto”, onde o acometido tem perda da vivacidade, olhos lacrimejantes, sonolência entre outros. A cura só se dá através de muita benzedura.

Não é aconselhado segundo a crença popular, brincar com a própria sombra, pois pode “trazer doença”. Também contar estrelas faz nascer verrugas. Deve-se evitar ter em casa búzios e caramujos ou barcos em miniatura, pois os mesmos “chamam” males.

Borboletas pretas, mariposas, morcegos e cobras são animais peçonhentos que representam mau agouro; foram criados pelo diabo.

Matar gatos traz sete anos de atraso na vida; moça que pisa em cima de seu rabo não casa.

Esses são apenas alguns exemplos das infindáveis superstições e crenças que faziam e fazem parte do cotidiano de algumas comunidades, por vezes ditando normas e condutas sociais

A origem das crenças

Publicado 06/05/2009 por keilafernandes

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Por Crislaine Coscarelli

Toda a superstição nasce de um medo ou de uma ansiedade. É para tentar afugentar ou ao menos controlar esses sentimentos que as pessoas se apegam a talismãs ou a rituais. “É uma forma de tentar controlar o acaso e se proteger”, afirma a psicóloga e professora universitária Lamara Bassoli.

A psicóloga vê com certa naturalidade o fato de um indivíduo ter um ou mais hábitos que possam ser considerados superstições, já que a maioria delas está atualmente totalmente incorporada à nossa cultura e ao nosso cotiadiano. O problema, no entanto, está no grau com que esses costumes se manifestam. “Qualquer crendice tem sempre uma relação com algo mágico e isso é um comportamento infantilizado. Por isso, não é considerado saudável alguém que tenha acesso à cultura e continua à mercê de crendices”. De acordo com Lamara, as pessoas que têm esse tipo de comportamento são facilmente manipuláveis e isso, em um grau muito elevado e em um número maior de pessoas, pode comprometer e gerar até mesmo uma patologia social. “Muitos políticos podem se aproveitar dessa `ingenuidade coletiva´ para ludibriar uma maioria”, destaca a especialista.

Também na economia as crendices têm o seu grande espaço de manipulação. “É possível controlar toda a movimentação da bolsa de valores, por exemplo, com base apenas em boatos e até mesmo em superstições relacionadas a datas e outros números”, lembra Lamara.

Mesmo assim, Lamara afirma que as mitologias são essenciais para o dia-a-dia de uma sociedade. Como podemos então separar o que é mitologia das crendices? Segundo a psicóloga, as mitologias têm sempre uma base lógica, são uma forma de se explicar alguma dúvida da humanidade. Exemplos de mitologias são as religiões, a teoria do “big bang” e a própria psicanálise.

“Para vencer uma superstição é necessário sempre usar o raciocínio”, afirma o escritor e estudioso do assunto, Orson Peter Carrara. Ele afirma que existe a possibilidade de a pessoa criar com o seu pensamento uma auto-sugestão de que algo de ruim irá acontecer com ele em uma sexta-feira 13, por exemplo. “A pessoa tem isso tão fixo na mente que pode acabar, por conta do próprio medo, se colocando mesmo em uma situação real de risco”, diz.

Origem de alguns costumes

O jornalista e “curioso profissional”, como se auto-denomina, Marcelo Duarte, também tem publicado um amplo trabalho de pesquisa relacionado ao tema em sua série de livros “O Guia dos Curiosos”. Ele se diz surpreso com o volume de crenças e superstições encontradas que estão muito vivas nos dias atuais. “Tudo isso tem uma carga psicológica muito grande. Algum dia alguma pessoa fez algo que deu certo e ela começa a atribuir isso à sorte. É o técnico de futebol que usa sempre a mesma camisa em jogos decisivos, é aquela pessoa que sempre usa a mesma caneta para fazer uma prova ou ainda aquele outro cidadão que sai com uma mesma medalhinha que lhe serve de talismã na hora de viajar. Essa pessoa passa a atribuir ao amuleto a certeza de que aquilo está funcionando e isso funciona psicologicamente muito bem”, destaca o jornalista.

Entre as histórias mais curiosas, Duarte destaca duas relacionadas ao matrimônio. Uma delas conta que na antiga Roma os recém-casados jogavam gotinhas de mel na soleira da porta do quarto onde passariam a primeira noite juntos, essa seria a origem da palavra lua-de-mel. O ritual seria uma forma de atrais boa sorte ao novo casal.

Outra é a tradição de jogar arroz nos noivos. Ela teria começado na China há 2.000 anos. “Arroz, na cultura chinesa, significa fartura, por isso, se o casal se casa com uma chuva de arroz, ele nunca vai passar necessidade. Isso nasceu de um chinês muito rico na época que resolveu fazer o casamento da filha debaixo de uma chuva de arroz e as pessoas passaram a fazer igual”, afirma o jornalista.

Religião

O fato de a maioria das crendices estar ligada à fé faz com que as religiões condenem rituais e talismãs. “O dito popular diz que se não faz bem, mal não traz. Mas nós da Igreja Luterana afirmamos que essas crendices fazem mal sim. Elas são uma forma de desvio da fé”, afirma o pastor e professor do curso de teologia da Ulbra (Universidade Luterana Brasileira), Paulo Moisés Nerbas.

O pastor até acredita ser possível que os medos em torno da sexta-feira 13 tenham mesmo nascido do fato de Jesus Cristo ter sido crucificado em uma sexta-feira depois de participar da Santa Ceia que tinha 13 pessoas à mesa, mas lembra que isso não deveria ser visto apenas pelo lado ruim. “Mesmo com todo o sofrimento de Jesus as pessoas deveriam se ater ao lado bom de tudo o que ele passou que foi a conquista do perdão para todos nós”, diz Nerbas.

Em que Deus eu creio

Publicado 06/05/2009 por keilafernandes

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Quando se pergunta a uma pessoa se ela crê em Deus, a resposta, com raras exceções, é afirmativa. Sim, ela crê em Deus.

Estranhamente, embora o expressivo número de pessoas que dizem crer em Deus, é igualmente expressivo o número dos desencantados, depressivos, desesperados.

Como se pode explicar que crendo em Deus, Pai amoroso e bom, que tudo vê, tudo sabe, tudo faz, a pessoa possa cair no poço da desesperança?

Talvez a resposta esteja na forma como cremos em Deus, ou somos levados a crer.

Albert Einstein, certa vez, em Nova York, num diálogo com o Rabino Goldstein, foi indagado se acreditava em Deus. Ele respondeu:

Tenho a origem judaica arraigada em meu interior. Acredito no Deus de Spinoza, que revela a harmonia em tudo o que existe. Não acredito, porém, que Deus se preocupe pela sorte das ações cometidas pelos homens.

Por causa desta declaração muitas polêmicas foram geradas entre Albert, físicos e religiosos. Muitos se apegaram a sua declaração para desenvolver protestos sobre as suas teorias.

Religiosos se manifestaram, dizendo que a Teoria da Relatividade deveria ser revista. Diziam que por trás de toda a controvérsia daquele físico, estava o terrível fantasma do ateísmo.

Que ele disseminava dúvidas com relação à presença de Deus sobre a criação de todo o Universo e as criaturas.

A resposta do físico foi serena, embora para muitos tenha continuado incompreensível.

Ele dizia que sua religião consistia na admiração pela humildade dos Espíritos superiores, pois esses não se apegam a pequenos detalhes, ante os nossos Espíritos incertos.

Dizia: Por esse motivo racional, diante da superioridade desse Universo, é que localizo e faço a idéia de Deus. Não sou ateu.

Quem quer deduzir isso das minhas teorias científicas, não fez por entendê-las.

Creio pessoalmente em Deus e nunca em minha vida cedi à ideologia ateia. Não há oposição entre ciência e religião.

O que há são cientistas atrasados, com ideias que não evoluíram, com o passar do tempo.

Vejo na experiência cósmica uma religião nobre, uma fonte científica para profundas pesquisas.

Procuro entender cada estrela contida nesse imenso Universo, que não é material.

Quem assim não procede, sentindo essa estranha sensação de querer levitar no infinito, realmente não sabe viver, porque está morto, diante de tanta beleza divina.

Há muitas formas de o ser humano crer em Deus. Há, para muitos, o Deus jurídico, legislador, agente policial da moralidade, que, através do medo, estabelece essa distância da verdadeira crença.

Deus está em todas as minhas teorias e invenções. Ele está presente em tudo e creio que em todos, até nas formas mais primitivas.

Essa é a minha religião e o Deus em que creio.

* * *

Se assim dizia, assim viveu. Albert Einstein foi o exemplo do cristão autêntico, preocupando-se, de forma constante, com seu semelhante.

Ainda dois anos antes de sua desencarnação, foi comemorado seu aniversário numa grande festa pública.

Tudo o que lhe foi dado como presentes, Albert transformou em dinheiro e enviou para os fundos da Faculdade de Medicina Albert Einstein.

Redação do Momento Espírita, com base em

dados biográficos de Albert Einstein.

Em 17.04.2009.

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