
CULTO DE OSÍRIS E ÍSIS
Os deuses agrários e da fertilidade (Osíris e Ísis) foram muito populares em todo o Antigo Egito. O mito dizia que Osíris e sua irmã-esposa, Ísis, povoaram o Egito e ensinaram a agricultura aos camponeses. O deus Seth apaixonou-se por Ísis e assassinou Osíris. Este ressuscitou e foi ao Além, transformando-se no deus dos mortos. As lágrimas de Ísis, que chorava a morte do esposo, eram as responsáveis pelas cheias periódicas ( que garantiam a farta agricultura egípcia ).
PRÁTICAS DIVERSAS
O Egito deu abrigo a inúmeras práticas místicas. A religião e a magia estavam intimamente ligadas propiciando várias manifestações paranormais dentro do contexto religioso. Os cultos aos mortos, à vida após a morte e à ressurreição dos justos eram bastante difundidos.
As práticas místicas incluíam:
a) Oniromancia: Análise dos sonhos com a finalidade de prever o futuro.
b) Onirocrítica ou Onirocrisia: Métodos de interpretação dos sonhos.
c) Casta Sacerdotal: A classe dos sacerdotes era poderosíssima e controlava a vida de toda a nação. Aos sacerdotes cabiam as seguintes funções:
*PRESSÁGIOS
*ONIROMANCIA E ONIROCRÍTICA
*DIAGNÓSTICOS DE DOENÇAS
*TERAPIAS
d) “Casa da Vida”: Escola onde os sacerdotes aprendiam a “ciência secreta da magia”.
e) Oráculos: Lugares onde se faziam consultas a respeito dos problemas presentes ou futuros. O mais famoso era o Amon-Rá.
f) Feitiçaria e magia-negra: Apesar de proibidas por lei, eram largamente difundidas no âmbito popular.
g) Calendário com as partes “boas” e “más”: Os dias eram divididos em três partes, indicando os horários fastos e nefastos.
h) Estátuas falantes: As famosas estátuas que “falavam” com o consulente (ex.: esfinge). É discutível a realidade desse fenômeno. Não se sabe se se tratava de fenômeno paranormal legítimo ou se tudo não passava de artifícios ilusionistas utilizados pelos sacerdotes.
i) Astrologia: Método de adivinhação baseado na posição dos planetas conhecidos na época.
LIVRO DOS MORTOS
O Livro dos Mortos era uma espécie de “passaporte” para ser utilizado após a morte. Nele estavam gravados em papiros uma série de orações , cultos, fórmulas de esconjuro e evocações.
Muitos desses textos eram reproduções de dois outros mais antigos:
TEXTOS DAS PIRÂMIDES: Os textos das Pirâmides abordavam dois caminhos para a orientação do faraó em sua viagem pós morte: o encontro com o Deus-Sol ou a ressurreição pelo exemplo de Osíris. Havia muitos mitos, hinos e rituais para ambos os caminhos.
TEXTOS DOS SARCÓFAGOS: Os textos dos Sarcófagos falavam de coisas mais práticas como provisão adequada de bebida e comida; escalas e balanças para o julgamento dos mortos; palavras mágicas para o morto se livrar dos perigos no caminho.
A seleção e a apresentação dos textos que formariam o “Livro dos Mortos” variava de acordo com as condições financeiras da família do morto (após a democratização da morte). As versões mais baratas continham somente os textos considerados essenciais. As mais onerosas continham ilustrações trabalhosas e mais fórmulas de esconjuro. O trabalho mais perfeito parece ter sido o de um escriba real que ocupou vários cargos importantes em Tebas, em 1.320 a.C., batizado de “Papiro de Ani”. Esse papiro mede 23 cm. por 38 cm. e é a mais fina cópia que se conhece. Está exposta no Museu Britânico.
BÂ E KÂ
A base da espiritualidade egípcia era relacionada às crenças Bâ e Kâ. Bâ significa “alma”. Depois da morte, a “alma” separava-se do corpo e ia juntar-se no Além ao seu deus particular. Kâ era o “duplo”, algo não material, fluídico e semi-espiritual. Permanecia e vivia no túmulo com os restos mortais. Deveria ser respeitado e adorado. Se fosse irritado poderia causar a perda completa da personalidade dos defuntos.